CORTESIA LINGUÍSTICA: ASPECTOS SOCIOINTERACIONAIS DO DISCURSO INFANTIL

Giovanna Wrubel Brants, Renira Appa Cirelli

Resumo


Abordaremos neste trabalho a questão da cortesia linguística, inspirando-nos nos
estudos de Brown e Levinson (1987), que retomam e ampliam a conceituação de face proposta
por Goffman (1970). Para o sociólogo americano, a face pode ser entendida como o valor social
positivo que uma pessoa reivindica para si. Temos como objetivo examinar amostras de
interações conversacionais — gravadas em áudio e posteriormente transcritas de acordo com as
normas para transcrição do Projeto NURC/SP, presentes em Preti (1993) — entre pares de
crianças de dez anos de idade, com o olhar voltado para a presença de estratégias de cortesia
linguística. Desta maneira, foi realizada uma análise de cunho qualitativo das estratégias
observadas nas interações entre as crianças, no contexto de uma brincadeira (jogo de
construção), e na presença das pesquisadoras. Foi observado, no corpus analisado, que as
crianças de dez anos demonstram plena capacidade para articular em seu discurso as estratégias
de cortesia, bem como de participar ativamente do movimento de ameaça e preservação das
faces em suas interações conversacionais.


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